Meteoros em Novembro

Imagem: constelação do Touro (stardate.org)

Imagem: constelação do Touro (stardate.org)

O final dos anos 90 foi marcado por, em todos os meses de Novembro, se esperar ansiosamente pelas Leónidas, e pelos espectáculos que proporcionou de 1998 a 2000. Com o passar do tempo, os níveis de actividade desta chuva caíram, deixando na memória esses shows intensos. Nos tempos actuais, Novembro é mais caracterizado pelas Táuridas, que apesar de não terem Taxas Horárias Zenitais dignas de registo, é uma chuva que pode ciclicamente proporcionar excelentes observações de bolas de fogo, uma vez que os depósitos de meteoróides das Táuridas contêm fragmentos de grandes dimensões, que ciclicamente provocam o aparecimento de bolas de fogo, que são meteoros excepcionalmente brilhantes.

Num breve sumário, dizemos que os picos de observação desta chuva terão lugar a  (convém realçar que não estamos a falar de pico primário e secundário, mas de dois picos diferentes, correspondentes a dois depósitos diferentes, uma situação que atesta a idade antiga destes depósitos, sujeitos durante milhares de anos a forçass de gravidade, principalmente planetérias, que fragmentam o depósito original):

5/11 - 04:00/06:00 (a Lua, a caminho do Quarto Minguante, pôr-se-á pelas 23:33)

12/11 - 04:00/06:00 (esta observação será algo prejudicada pela Lua Cheia que tem lugar no dia 13/11 pelas 06:17)

Sendo que, para cada data, o posicionamento dos radiantes será de:

5/11 - Ar) 52º Dec) +15º

12/11- Ar) 58º Dec) +22º

Apesar destes picos de observação, e devido ao aumentar esperado do número de bolas de fogo, é conveniente observar até pelo menos 1 ou 2 dias após o dia 12/11 e 1 ou 2 dias antes do dia 5/11

Crédito da informação: IMO/OAL

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A Guerra dos Mundos de Orson

Fez ontem 70 anos que Orson Welles dirigiu e narrou pela rádio nos Estados Unidos um episódio da novela de H. G. Wells “A Guerra dos Mundos”. Naquela época vivia-se numa tensão em que a II Grande Guerra estava quase a despoletar, e os ouvintes que não ouviram a novelização do princípio julgaram tratar-se de um evento notícioso e pensaram que se tratava mesmo de uma invasão. O resultado foi pânico a nível nacional.

Vou colocar apenas duas partes da novelização por forma a perceberem o impacto que teria se começassem também a ouvir, ou nos dias de hoje a ver na TV, uma noticia sem verem como realmente começou.

Parte 2 - Ouçam esta em primeiro lugar.
Parte 3 - Ouçam esta em segundo lugar lugar.

Todas as outras partes podem ser encontradas aqui: http://uk.youtube.com/watch?v=ejt_aWUrEp8&feature=related

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Recortes

Enquanto não há nada de especial a assinalar, recordemos o que se passou esta semana:

- O Sol continua sem manchas, 2008 continua a ser o ano em que o sol esteve mais dias sem manchas. A 27 de Setembro deste ano já se contavam 200 dias sem manchas. Só em 1954 podemos encontrar o Sol sem durante 241 dias.

- A Soyus retornou da ISS à Terra sã e salva com o seu 6 turista espacial Richard Garriott. Garriott, o criador do jogo Ultima online, pagou 30 milhões de dólares americanos para esta viagem de 12 dias.

- Um novo estudo surge com a sugestão que não há água na Lua. Novas imagens adquiridas pela sonda Japonesa Kaguya (Selene) suportam a teoria que não há água em depósitos de gelo à superfície dentro de crateras não expostas à luz solar. É mais um revéz à exploração espacial, pois esperava-se poder usar estes depósitos para serem convertidos em combustível.

- Dentro destas semanas a Terra está óptima posição para poder ser vista a Luz Zodiacal. É só esperar por madrugadas sem Lua e tentar ve-la duas horas antes do nascer do Sol.

- Foi uma semana em cheio para a Índia. Lançou uma nova sonda a «Chandra-Yan 1» que descolou com sucesso de uma base no Sul do país. A nave irá estar em órbita lunar durante dois anos com o objectivo de procurar sinais da existência de água e metais preciosos na Lua bem como de Hélio-3, uma substância que alguns cientistas acreditam poder vir a ser uma importante fonte de energia.

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Meteo:fim de semana de 18/19 de Outubro

Nebulosidade generalizada em todo o território, com mais ou menos intensidade, mas que não facilita a observação.

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Enfim, manchas

Imagem: SOHO/MDI

Imagem: SOHO/MDI

Embora muito ténues, vão começando a surgir as manchas associadas ao ciclo solar nº 24. O interesse desta imagem, obtida hoje, dia 17, surge para explicar que muitas vezes, as denominadas “manchas” na superfície solar podem não correspoder à imagem comum de uma ou várias manchas negras no Sol. Isto porque as manchas possuem vários graus de formação, e muitas vezes a energia desenvolvida nessa criação não permite que atinjam a imagem mais popularizada. Por outro lado, é frequente que após o trânsito pela parte vísivel do Sol (do nosso ponto de vista), a mancha continue a sua maturação na face solar oposta, reaparecendo na face visível muito mais intensa. Contudo, embora visualmente não seja possível acompanhar essa mancha enquanto ela se encontra na face contrária, é possível seguir o seu trilho e a sua evolução através de uma técnica denominada Holografia Héliosísmica, que permite também detectar o surgir de manchas na face contrária do Sol.

Mas afinal, o que são as manchas solares? São zonas de densa actividade convectiva na fotosfera do Sol (a sua  superfície), marcada por uma intensa actividade magnética. São zonas mais frias do que a restante fotosfera (apresentam temperaturas na casa dos 4200 ºC, por contraponto com os cerca de 5500 ºC existentes ao seu redor). Esta diferença de temperatura origina a cor negra das manchas, através de um fenómeno denominado radiação do Corpo Negro. Surgem em grande quantidade em ciclos de 11 anos, sendo a transição de ciclo marcada por N(pcd) > N(pcan), isto é, o número de manchas com polaridade diferente é maior que o número de manchas que apresentavam uma polaridade definida (cada ciclo apresenta um estado de polaridade dos campos magnéticos associados).

Depois desta breve explicação, é de perguntar “onde estão as duas manchas presentes nesta imagem?” Bom, a primeira, posso adiantar que está no quadrante inferior direito da imagem. Quanto à outra…fica o desafio :)

NOTA - O Sol apenas deve ser observado com instrumentação óptica devidamente filtrada para o efeito. A não observância desta regra poderá suscitar o aparecimento de lesões oculares e irreversíveis.

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